quarta-feira, 20 de julho de 2011

A Tradição vai à Aparecida - Peregrinação 2011

Visite: http://www.fsspx.com.br/exe2/

Assim como em 2010, a Tradição Católica do Brasil empreenderá uma peregrinação à Aparecida/SP, partindo de Pindamonhangaba, no dia 13 de Agosto. Para outras informações, escreva para contato@fsspx.com.br (São Paulo) ou capela@capela.org.br (Rio de Janeiro).

quinta-feira, 7 de julho de 2011

1, 2, 3 e 4 ...

"Um, dois três e quatro
Dobro a perna e dou um salto
Viro e me viro ao revés
e se eu cair conto até dez

Depois essa lenga-lenga
toda recomeça
puxa-vida, ora essa
vivo na ponta dos pés

Quando sou criança
viro o orgulho da família
giro em meia-ponta
sobre minha sapatilha

Quando sou brinquedo
me dão corda sem parar
se a corda não acaba
eu não paro de dançar.

Sem querer esnobar
sei bem fazer um gran de car
E pra um bom salto acontecer
Me abaixo num demi plié

Sinto de repente
uma sensação de orgulho
se ao contrário de um mergulho
pulo no ar um gran jetté

Quando estou no palco
entre luzes a brilhar
eu me sinto um pássaro
a voar, voar, voar

Toda Bailarina
pela vida vai levar
sua doce sina
de dançar, dançar, dançar"
(Toquinho) 

É fácil vermos atualmente pelas lojas uma tendência muito feminina e delicada, da qual as moças podem aproveitar muitos itens. A moda ou tendência balé, como o próprio nome diz, é inspirada nos figurinos das bailarinas e em seus movimentos graciosos. Logo, tons pastéis, tecidos fluidos e modelagens amplas, que permitem a movimentação, são  garantidos nas peças dessa tendência. 
  
Entretanto, como tudo que vem da moda atual, é necessário ter algumas reservas em relação a esse estilo. A tendência balé traz consigo muitas transparências e cores muito próximas aos tons de pele, como o nude e o bege. Assim, tais características são descartáveis se quisermos nos vestir modestamente. Entretanto, as variações dos rosados, se usadas com moderação e bom senso, deixam as produções super românticas. Além do mais, o uso de cores mais suaves em alguns acessórios é permitido, dando naturalidade à combinação.

Crochê, Filó,  Amor Doce, Fitilho, Babados e outros esmaltes fofos em tons pastéis da Impala
  

Maquiagem nude: natural e delicada


Sapatinhos em tons de bege e nude

Uma bailarina não é uma bailarina se não tem ao menos um tutu. Por isso, é de se imaginar que as volumosas saias de tule também sejam copiadas ou adaptadas para o dia a dia quando se trata da moda balé. Os modelos logo abaixo são inspirações bonitas, mas nada práticas para o cotidiano de qualquer mulher. Elas podem ser, portanto, inspirações para uma roupa de festa, mais elaborada.





Porém, uma alternativa para trazer o tule para o dia a dia é o modelo de saia a seguir. Ao invés de fazer o papel de forro, o tule fica sobreposto ao tecido principal, uma malha ou um tricoline. O efeito é encantador:




 

 Também são típicos de uma bailarina o coque alto e as sapatilhas. Veja algumas opções de como eles podem ser usados em nossos looks ao longo do dia:


Com fita ou simples, o coque alto é um penteado muito elegante
 

As fitas também remetem ao universo do balé. Aqui, um penteado mais sofisticado e muito feminino



Bailarina de salto alto

Sapatilha baixinha e confortável. Ótima para ir à faculdade, pra quem anda bastante


E por que não sapatilhas no pescoço?

 Embora a maioria dos tecidos com bastante fluidez sejam mais finos e, portanto, mais apropriados para as estações de calor, o estilo bailarina pode sim ser usado de uma forma mais "quentinha"(o que se torna mais do que necessário com o frio congelante que temos sentido em São Paulo...brrr). Tons de cinza, vinho e bege mais escuro surgem para dar mais sobriedade à combinação e para encorpar os tecidos. Veja:


Sweaters com modelagens amplas e tons sóbrios



Saia longa para proteger bem as pernas do frio
 
 Assim, com os ajustes necessários à modéstia (roupas que não sejam justas, transparentes ou com cor idêntica à sua pele, saias abaixo dos joelhos, decotes que não sejam profundos e ombros cobertos), podemos aproveitar vários itens das lojas para este inverno que seguem a tendência balé. Deixo logo abaixo três looks diferentes com inspiração nesse estilo. Espero que tenham gostado!


Saia plissada e cabelo preso no alto alongam a silhueta
Embora a cor da saia não seja aconselhável  a essa moça, o vermelho do casaco dá um destaque à produção de cores pastéis 
Muito romantismo com um cardigã de mangas princesa e saia de babados em camadas   

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Ah! poeta gauche, como gostaria de lhe contar essa história maravilhosa...

Apesar de ser agnóstico declarado e um marxista ferrenho, Carlos Drummond de Andrade deixou também trabalhos belos e engenhosos. Por ser meu objeto de estudo nesse atarefado final de semestre, resolvi deixar aqui dois poemas do seu livro Claro Enigma, de 1951. 

Diferentemente das suas poesias de cunho político, como as do livro A Rosa do Povo, Drummond revela em Claro Enigma seu lado introspectivo, refletindo acerca de questões existenciais próprias e universais. Vê-se que, chegado à maturidade, o poeta esta rodeado de memórias de seu passado. Logo, sua cidade natal, o tempo, a morte e a finitude das coisas em geral são frequentes nos poemas da obra, muitas vezes vistos pelo viés do pessimismo e da angústia.

Gustavo Corção respondeu uma vez (veja o artigo completo) a um artigo do poeta gauche acerca do suicídio de um rapaz apaixonado. Corção alerta ao "poeta de alma grande" para a necessidade de "descobrir a verdadeira extensão do mundo e da vida". E finaliza: "Ah! essa história maravilhosa, que a mim me contaram, como eu gostaria de lhe contar, longamente! longamente!"

Realmente, quantas mentes brilhantes se confundiram com outras histórias...


EVOCAÇÃO MARIANA

A igreja era grande e pobre. Os altares, humildes.
Havia poucas flores. Eram flores de horta.
Sob a luz fraca, na sombra esculpida
(quais as imagens e quais os fiéis ?)
ficávamos.

Do padre cansado o murmúrio de reza
subia às tábuas do forro,
batia no púlpito seco,
entranhava-se na onda, minúscula e forte, de incenso,
perdia-se.
 
Não, não se perdia...
Desatava-se do coro a música deliciosa
(que esperas ouvir à hora da morte, ou depois da morte, nas campinas do ar)]
e dessa música surgiam meninas - a alvura mesma -] 
cantando.

De seu peso terrestre a nave libertada,
como do tempo atroz imunes nossas almas,
flutuávamos
no canto matinal, sobre a treva do vale. 



ENCONTRO

Meu pai perdi no tempo e ganho em sonho.
Se a noite me atribui poder de fuga,
sinto logo meu pai e nele ponho
o olhar, lendo-lhe a face ruga a ruga.

Está morto, que importa? Inda madruga 
e seu rosto, nem triste nem risonho,
é o rosto antigo, o mesmo. E não enxuga
suor algum, na calma de meu sonho.

Ó meu pai arquiteto e fazendeiro!
Faz casas de silêncio, e suas roças
de cinza estão maduras, orvalhadas

por um rio que corre o tempo inteiro, 
e corre além do tempo, enquanto as nossas
murcham num sopro fontes represadas.

Carlos Drummond de Andrade, Claro Enigma, 1951 
 

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Cada um tem um mundo dentro de si

Ultimamente tem sido difícil manter as publicações do blog constantes, como vocês já devem ter percebido. O temido final de semestre se aproxima, as tarefas da faculdade se acumulam, o tempo é escasso e, além disso, fora da vida acadêmica, algumas responsabilidades também aumentam. Há alguns meses, comecei a corrigir redações de alunos  para um colégio da cidade. Apesar do tempo necessário que se leva para realizar um bom trabalho, essa nova atividade tem valido a pena. Não, não tenho um retorno financeiro invejável. Apesar de ser uma fonte de renda, essa não é a principal razão para que o fato de eu corrigir redações me seja agradável.

Ao ler essas páginas, tenho acesso às informações do que se passa na mente desses jovens, dos seus sentimentos, das suas histórias, dos seus diversos modos de enxergar o mundo e a vida. Não são simples dados, sem significância. Também não passo a caneta vermelha riscando qualquer coisa em um papel. Apesar de serem simples manifestações da escrita em idade escolar, esses textos revelam os sistemas de valores de seus autores e, ao ler esse conjunto variado, tenho uma certa noção da alma e da mentalidade desses indivíduos em formação. Quando digo alma, não me refiro ao seu estado de graça ou não, mas às inclinações e às peculiaridades que são próprias a cada personalidade.

É muito curioso notar as semelhanças e as diferenças entre os textos. O formato da letra, a pressão da tinta no papel, a escolha das palavras, os modos de organizar os diversos elementos da sentença e o conteúdo dos textos formam uma combinação única a cada aluno, mas que às vezes se mescla com a de outro colega. As letras mais bonitas geralmente são de meninas, assim como os textos mais bem articulados. Mas há, de vez em quando, alguns meninos que fogem à regra e, quando surpreendem, o fazem  a valer.

Um tema sobre o qual eles escreveram, e que foi muito interessante ler os resultados, foi a descrição de uma cena que tenha sido importante na vida deles. Esse tema mostrou-me o quão distorcidos estão os valores da sociedade e como eles já estão se cristalizando na mente dos jovens, sendo considerados normais. Além disso, o desconhecimento da verdadeira religião, e até mesmo a aversão a qualquer uma delas, deixam suas marcas nas redações que li. Uma delas, foi a de um garoto, contando que ficou surpreso ao ver duas moças se beijando na boca perto da escola. Mas, depois de refletir um pouco, concluiu que elas eram muito corajosas por enfrentarem o "preconceito" e que não havia nenhum problema naquela atitude, pois elas deviam se gostar de verdade.

Outra redação, de uma menina, contava a tristeza que sentiu quando os pais lhe contaram que iriam se separar. Mas que hoje, ela vê que isso foi o melhor e está feliz, pois a nova "esposa" do pai está grávida e o "namorado" da sua mãe é muito bonzinho com as duas. Havia também uma, de outra garota, que contava como foi importante seu primeiro "namorado" quando ela tinha 14 anos...

Apesar dessas histórias tristes, li também algumas alentadoras, que são verdadeiras sementes de esperança nesse deserto que é o mundo. Numa delas, um menino contava feliz do nascimento da irmãzinha e dos detalhes desse dia especial que o marcou tanto. Outro, falou das férias que passava no sítio dos avós durante a infância. Contou minuciosamente dos detalhes da casa, do cuidado da avó com a comida, o cheiro de café, as pescarias com o avô num lago próximo. Aliás, muitas foram as redações que falavam sobre os avós. Uns, já falecidos, com uma narrativa repleta de saudades, outros ainda vivos, mas doentes ou enfrentando a viuvez. 

Uma redação que se destacou foi a de um garoto contando os últimos meses de sua madrinha, que falecera devido a um câncer. Foi lindo o relato das lembranças dele com ela e ficou muito clara a importância desse laço sacramental que une padrinhos e afilhados. E, em contrapartida ao rapaz que escrevera elogiando a coragem das moças que se beijavam, um outro menino, que aliás escrevia muito melhor que o primeiro, relatou, inconformado, o momento chocante em que viu duas mulheres trocando beijos imorais no metrô com a maior naturalidade.

Cada um tem um mundo dentro de si que o revela quando escreve. Quando corrijo essas redações, deparo-me com um pedacinho de cada uma dessas almas e, mesmo que nem sempre o que descobrimos seja ordenado e virtuoso, é maravilhoso mergulhar nessas ideias, histórias e sentimentos. Afinal, depois de quase ter perdido a esperança e de ter ficado com o coração apertado ao ver almas tão jovens defendendo o erro, aparece uma que vai na direção contrária e nos conforta, nos enche de esperança. Uma verdadeira consolação de Nosso Senhor.

terça-feira, 24 de maio de 2011

O Apóstolo de Roma

Aproxima-se a festa de um dos meus santos de devoção, meu querido São Felipe. Sua história é magnífica, mas pouco conhecida. Porém, ele é de grande importância para a Igreja. São Felipe possui uma missa inteirinha nos missais para sua festa, até mesmo com uma leitura e Evangelho próprios. 

São tantos os fatos extraordinários com que Deus ornou sua vida! Não consigo escolher o que mais me encanta, pois todos são de uma beleza única. Por isso, é com grande alegria no coração que reproduzo um texto da revista Catolicismo (maio/2009), o qual nos conta uma breve história de sua vida, deixando evidente sua alegria em servir a Deus em uma época tão conturbada como foi a que ele viveu. 

Viva São Felipe Neri! 

São Felipe Neri na consagração da Santa Missa (Joan Llimona, 1902)

 "A vida de São Felipe Néri abarca quase todo o século XVI, um dos mais turbulentos da Idade Moderna, época do Renascimento e da pseudo-reforma protestante. Nasceu em Florença no dia 21 de julho de 1515, numa família profundamente cristã. Seus membros haviam exercido cargos na magistratura da “cidade das flores”, por muitas gerações, o que lhes permitiu ocupar um lugar na nobreza toscana. Mas isso não dispensava o pai, Francisco Néri, de trabalhar arduamente como tabelião para sustentar a família. 
Felipe perdeu a mãe muito cedo, mas encontrou na madrasta uma digna sucessora que o amou como filho. O menino era tão amável, jovial e terno, que logo tornou-se conhecido como Pippo Buono, “o bom Felipinho”. Essa bondade de coração e amabilidade contagiantes, permeadas pela graça divina, seriam o grande segredo de suas conquistas no apostolado.
De sua infância resta-nos apenas um episódio: quando Pippo tinha por volta de oito anos, viu perto de sua casa uma mula carregada de frutas, que o proprietário trouxera para vender. Saltou para cima da montaria que, assustada, desequilibrou-se. Mula, carga e menino rolaram para o chão, indo para dentro de um paiol. Quando os pais e vizinhos acorreram, temendo o pior, encontraram Pippo ileso e sorrindo com a aventura.
Tendo estudado humanidades com os melhores professores da cidade, por volta dos 16 anos seu pai o enviou para São Germano, aos pés de Monte Cassino, para aprender a arte do comércio com seu tio Rômulo. Apesar de Felipe se dedicar com empenho ao negócio, suas cogitações estavam muito acima das mercadorias com que tratava. Logo se viu que ele não tinha senso comercial, mas divino. Apenas terminado o trabalho do dia, retirava-se para alguma igreja ou um dos oratórios abundantes na Itália. Servia-se também do emprego para fazer apostolado, perguntando aos fregueses se sabiam o Pai-Nosso ou se haviam feito a Páscoa. O tio comentava: “Felipe nunca será um bom comerciante. Eu deixaria a ele toda minha herança, se não fosse essa mania de rezar”. Para Felipe isso não era uma “mania”, mas necessidade. “Nada ajuda mais o homem do que a oração”, dirá mais tarde.
Por isso, quando fez 20 anos, deixou a casa do tio e, levado por um instinto sobrenatural, foi para Roma.
Santa alegria dos filhos de Deus
Na cidade eterna, estudou filosofia na universidade La Sapienza, e teologia na de Santo Agostinho, mantendo-se com aulas particulares.
Os que tratavam com ele ficavam admirados de sua sabedoria, profundidade de pensamento e vida santa. Nessa época ele já vivia a pão e água uma vez só por dia, dormia apenas algumas horas no chão duro, e passava parte da noite em oração. À noite costumava visitar as sete principais igrejas de Roma, retirando-se depois para a catacumba de São Sebastião. Seu exemplo atraiu muitos companheiros, que se juntaram a ele nesses santos exercícios.
A virtude resplandecia nele. Alguns diziam ver sua cabeça envolta em luz sobrenatural, quando rezava. Apesar de sempre sorridente e amável, sua modéstia e virginal pudor faziam-no ser respeitado até pelos mais dissolutos. Via-se sempre a alegria transparecer em seu rosto, e a doçura estava de tal modo em seus lábios, que era uma grande satisfação estar com ele.
O que é mais curioso é que São Felipe, nessa época, não pensava em fazer-se sacerdote. Julgava acertadamente que se pode servir a Deus e ao próximo muito bem, permanecendo leigo. Entrou para a Companhia do Divino Amor, irmandade cujo objetivo era atender espiritual e materialmente os pobres, os doentes, os órfãos e os encarcerados. No Hospital dos Incuráveis, cuidou dos enfermos até o fim de sua vida, e para lá enviaria os seus seguidores. Entre estes encontrava-se um que é considerado o maior compositor do século XVI, Giovanni Pierluigi da Palestrina, cujas músicas passaram a fazer parte do repertório dos seguidores de São Felipe. Pois a música desempenhava papel importante em seu apostolado.
Não contente com a visita a hospitais, São Felipe punha-se também a percorrer ruas e praças, falando às pessoas sobre a Religião e as coisas de Deus, da maneira mais comovedora e cativante. A um perguntava: “Então, meu irmão, quando é que começaremos a amar a Deus?”. A outro: “É hoje que nos decidimos a comportar-nos bem?”. Ele era sobretudo um apóstolo e um semeador da santa alegria dos filhos de Deus.
Chamado ao apostolado com a juventude
 São Felipe Néri se sentia chamado especialmente para cuidar da juventude. Para colocar os jovens em guarda contra as seduções da idade e conservar todo frescor da virtude, ele lhes dizia para se lembrarem sempre das palavras do profeta: “Bem-aventurado o homem que leva o jugo do Senhor desde sua adolescência”. Havia em sua voz e em suas maneiras tanto atrativo, que muitos, cedendo ao ascendente que Felipe tinha sobre eles, renunciavam às frivolidades do mundo e se entregavam inteiramente a Deus. Assim ele enviou a Santo Inácio, para sua recém-fundada Companhia de Jesus, muitos novos recrutas.
Os santos se atraem. São Felipe teve relações com todos os santos que viviam então na Cidade Eterna: São Carlos Borromeu, São Camilo de Lelis, Santo Inácio de Loyola e São Félix de Cantalício.
“São Carlos Borromeu tinha tanta estima e veneração por ele que, todas as vezes que o encontrava, prosternava-se diante dele e suplicava que o deixasse beijar suas mãos. Santo Inácio de Loyola não fazia menos caso de sua santidade, e via-se freqüentemente esses dois ilustres fundadores olharem-se sem nada dizer, na admiração mútua que tinham pela virtude que reconheciam um no outro”.  
A grande graça de Pentecostes
No dia de Pentecostes de 1545, quando suplicava ardentemente ao Divino Espírito Santo que lhe enviasse seus dons, viu de repente uma bola de fogo que lhe entrou boca adentro, descendo até o coração. Tal foi a veemência de amor de Deus que sentiu, que julgou que iria morrer. Caiu no chão, gritando: “Basta, Senhor, basta! Não resisto mais!”
O mais notável é que seu peito dilatou-se, mesmo fisicamente, na altura do coração. Isto foi constatado depois da morte pelo médico Andréa Cesalpino, que fez a autópsia: “Percebi que as costelas estavam rompidas naquele ponto, isto é, estavam separadas da cartilagem. Só dessa maneira era possível que o coração tivesse espaço suficiente para levantar-se e abaixar-se. Cheguei à conclusão de que se tratava de algo sobrenatural, de uma providência de Deus para que o coração, batendo tão fortemente como batia, não se machucasse contra as duras costelas”.
“Durante seus últimos dias como leigo, o apostolado de Felipe cresceu rapidamente. Em 1548, junto com seu confessor Persiano Rosa, fundou a Confraternidade da Santíssima Trindade para cuidar de peregrinos e convalescentes. Seus membros se reuniam para a Comunhão, oração e outros exercícios espirituais na igreja de São Salvador, e o próprio santo introduziu a exposição do Santíssimo Sacramento uma vez por mês. Embora ele ainda fosse leigo, fazia a pregação, e sabemos que numa só ocasião ele converteu trinta jovens dissolutos”.
Sacerdote do Altíssimo, dedicado ao confessionário
Quando Felipe tinha 36 anos, seu confessor Pe. Persiano ordenou-lhe, em nome de Deus, que se fizesse sacerdote. Depois de mais alguns estudos, ordenou-se, celebrando sua primeira missa no dia 23 de maio de 1551. Felipe entrou então para a comunidade de Presbíteros de São Jerônimo, que gozava merecida fama pelas virtudes de seus componentes. Estes, embora vivessem em comunidade e tivessem mesa em comum, não se obrigavam a nenhum voto. Este será o berço do Oratório de São Felipe Néri. 
Ouvindo contar as maravilhas operadas por São Francisco Xavier na Índia, São Felipe pensou muito em ir também para o Oriente. Dirigiu-se então ao santo religioso Agostinho Ghattino, muito favorecido por Deus, pedindo-lhe que consultasse o Senhor sobre esse seu projeto. A resposta divina foi: “Felipe não deve buscar as Índias, mas Roma, onde o destina Deus, assim como a seus filhos, para salvar almas”.
Como sacerdote, São Felipe dedicou-se especialmente ao confessionário, onde passava grande parte do dia.
Muitos de seus penitentes, levados pelo desejo de recolher a doutrina desse pai espiritual, passaram a ir diariamente visitá-lo. “Pouco a pouco os discípulos se tornaram tão numerosos, que foi preciso ter a reunião numa igreja; e por fim a concorrência cresceu tanto, que foi necessário distribuí-la em grupos, à frente dos quais o mestre punha um de seus discípulos mais capazes. Assim nasceu o instituto do Oratório, sem mais regras que os cânones, sem mais votos que os compromissos do batismo e da ordenação, sem mais vínculos que a caridade”.
Outra nota marcante na vida de São Felipe Néri foi seu amor pela Eucaristia. Era tão grande o fervor de sua caridade que, em vez de se recolher para celebrar a Missa, tinha que procurar deliberadamente uma distração, para ser capaz de prestar atenção depois no rito externo do Santo Sacrifício. [Observação minha: vale lembrar que, muitas vezes, São Felipe levitava durante a Consagração, como retratou o artista na imagem acima]
Como todos os santos, teve que enfrentar muitas calúnias. O próprio cardeal vigário de Roma, levado por um certo parti-pris e pelos rumores de que o santo mantinha assembléias perigosas e semeava novidades entre o povo, chegou a repreendê-lo severamente, retirando-lhe a licença para atender confissões durante quinze dias. Mas, tendo o purpurado falecido repentinamente, o papa Paulo IV, chamado a julgar o caso, não só absolveu São Felipe como recomendou-se às suas orações.
Um dos principais discípulos de São Felipe foi o Venerável Cesare Barônio, depois cardeal, autor dos Annales Ecclesiastici, trabalho que marcou época na historiografia e mereceu para seu autor o título de “Pai da História Eclesiástica”.
São Felipe Néri entregou sua alma a Deus no dia 26 de maio de 1595, sendo canonizado apenas 27 anos depois, juntamente com Santo Isidro Lavrador, Santo Inácio de Loyola, São Francisco Xavier e Santa Teresa D’Ávila."
  
Oração a São Felipe Neri:


Ó Deus, que enriquecestes de maravilhosos dons da Tua graça o bem aventurado São felipe, confessor que era inflamado pela salvação das almas, concede-nos benigno que nós, verdadeiramente contritos, sejamos, por sua intercessão, livrados dos iminentes perigos da alma e do corpo e mereçamos chegar à Eterna Vida. Por Cristo Nosso Senhor. Amém.

(Com aprovação Eclesiástica) 

sexta-feira, 13 de maio de 2011

As ameaças ao gênero humano - roguemos à Virgem de Fátima!

Ainda crianças, durante as primeiras aulas de Ciências, aprendemos um dos conceitos mais básicos da natureza: o ciclo da vida. Ouvir que “os seres vivos nascem, crescem, se reproduzem e morrem” parece-nos, depois de tanto tempo, algo muito óbvio. De fato o é, mas essa postura tão certa diante dessa afirmação não é mais unânime. Agora, até as leis tentam nos empurrar goela a baixo o que é claramente antinatural...

De forma mais evidente do que nunca, o desenvolvimento humano está ameaçado. Todos os processos naturais sofrem hoje o risco de serem alterados ou interrompidos bruscamente. Assim, a defesa do aborto surge para impedir o nascimento, os métodos contraceptivos e a exaltação do vício homossexual visam impossibilitar a reprodução humana e a permissão para a prática da eutanásia faz da morte uma decisão humana, não natural.

Além disso, de modo mais sutil e, por isso, nem sempre tão fácil de perceber, as fases do crescimento do indivíduo, sua infância e juventude, sofrem distorções terríveis para que as referidas inversões de valores sejam aceitas e praticadas desde cedo. Para isso, a mídia contribui enormemente, seja com a intensa publicidade que transforma os pequenos em monstrinhos ávidos por bens materiais, seja pela programação “infantil” que é transmitida pelas emissoras de televisão – desenhos animados com personagens agressivos e com um linguajar detestável, apresentadoras mal vestidas, filmes com simbologias anticristãs implícitas, ou pela baixíssima qualidade musical e moral dos artistas lançados pelas indústrias fonográficas.

Que tempos tristes vivemos! Tempos em que a inocência, o decoro, a educação e a pureza tornaram-se motivo de piadas, e não virtudes a serem praticadas. Como é triste ver que tantas almas, desde cedo, caminham para o abismo da infelicidade, para o vazio do mundo. E, o pior, com o patrocínio de quem deveria elevar essas crianças e jovens.

Vendo então todas essas ameaças ao gênero humano, torna-se mais do que nunca necessária a devoção à Santíssima Virgem. Em especial hoje, recorramos a Nossa Senhora de Fátima, que nos alertou tão seriamente da necessidade de oração e penitência para a salvação das almas em meio a tantas ofensas a Deus. Rezemos a ela com todo fervor pelas intenções da Cruzada de Terços e pelo triunfo do seu Imaculado Coração!
  
 O vosso adversário, o diabo, anda em derredor como um leão que ruge, procurando a quem devorar. Resisti-lhe firmes na fé .” ( I Pe 4,8-9)



Inversão de valores
  

 Muitas caras e bocas pra quem tem só 12 anos


 Combinação de imodéstia com desleixo


X

 Menina brincando e vestida como menina



 A delicadeza e a modéstia próprias das moças

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Presentes do inverno para a modéstia

Logo no início desta semana, pudemos perceber que o frio já está chegando de fato. Apesar de muitos não apreciarem as baixas temperaturas, o outono e o inverno têm sim suas vantagens. Não, não é nossa prioridade seguir as últimas tendências da moda. Mas sim aproveitar aquelas que são úteis para garantir a modéstia no vestir, o que é extremamente difícil hoje. Apesar da moda dos microshorts ainda estar com força total, uma gama de outros acessórios e peças de roupa modestas tornam-se mais fáceis de serem encontrados pelas lojas durante as estações mais frias. 

Quem falou que quem usa saia passa frio???
As meias calças, por exemplo, aumentam sua oferta de cores, modelos e materiais. E para quem usa saias, escolher o tipo de meia correto é essencial para ter a garantia de estar suficientemente aquecida, ou para não "derreter" com uma meia mais grossa do que o necessário. Para não errar, é importante olhar o número do fio da meia, indicado na embalagem. Quanto maior o número, mais grossa e "quentinha" será a meia. Claro que há as que preferem vestir as de fio 80 ao primeiro ventinho, e as que usam fio 15 até mesmo naquelas manhãs geladas, sem reclamar. Mas, para se ter uma ideia geral, dou uma sugestão para a escolha da meia em determinada temperatura.
Meias da marca Lupo

Para os dias de temperatura amena, de uns 20°C, mais ou menos, as meias finas de fio 15 podem ser suficiente. Se o frio aumentar, é hora de apelar para as de fio 40, mais encorpadas. Agora quando a temperatura se aproxima dos 10°C, aí o melhor é vestir as que tem fio entre 60 e 80, a de maior número. As peças que possuem fios mais grossos que isso são consideradas calças legging

Outra maravilha que será mais fácil de encontrar nas lojas neste inverno será a saia longa, ou maxi saia. O blog de tendências da Renner, por exemplo, afirma o sucesso desse modelo para a estação e ainda dá dicas de como usá-la: com camisas soltas, ou dentro da saia; com cinto marcando a cintura alta; com as ankle boots (as botinhas de tornozelo), ou com botas de cano médio. Porém, deve-se tomar cuidado com as feitas de malha, que costumam desenhar o corpo e acabar com a vantagem da saia longa para a modéstia. 

Longa e lenço em um visual bem 60´s
Mas o mais versátil e fácil de encontrar nesta época são os lenços, que invadiram desde as grandes lojas até as barraquinhas de camelôs nas ruas. Com uma variedade imensa de tecidos e jeitos de usá-los (no pescoço, no cabelo, na cintura, na bolsa e até como substituto do véu na hora da missa), esses acessórios dão um charme especial às composições. O look da "em-menos-de-sete-horas-de-acordo-com-a-publicação-deste-post" princesa Kate Middleton é um exemplo disso. 

Aclamado por nobres e plebeus
Blusa e lenço coloridos, para quebrar a sobriedade do preto

Outras sugestões bem femininas

Quer aprender algumas formas de amarrar os diferentes tipos de lenços ao pescoço? Os vídeos a seguir são rápidos e ensinam passo a passo como usá-los. Espero que gostem! 


 Dicas por Ester Scotti, do blog Glamour de Garagem