No dia 30 de novembro de 1433 o Santíssimo Sacramento fora exposto para a adoração pública na pequena capela da Confraria dos "Penitentes cinzas". Ocorreu que nesse mesmo dia a cidade de Avignon sofreu uma inundação devido ao transbordamento do rio que a atravessa, o Ródano. Dois mebros da Confraria conseguiram chegar com um barco à capela onde estava exposto o Santíssimo. Ao entrar na capela viram que as águas haviam se separado à esquerda e à direita, de modo que o altar e a Custódia estavam secos. Até hoje, todo 30 de novembro, os irmãos da Confraria se reúnem para celebrar a memória do Milagre.
sábado, 28 de julho de 2012
Milagres Eucarísticos: O milagre de Avignon, França
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sexta-feira, 27 de julho de 2012
Reflexões de um fim de julho
Gostaria de fazer um curso de pintura, aprender francês e
também uma atividade física, porque começo a perceber que isso é mesmo
necessário. Queria ler mais o que eu quero, rezar mais, visitar lugares lindos,
estar com as pessoas que eu amo. Passar mais tardes com meu irmão, dormir na
casa da minha avó enquanto ela está entre nós, sair pra jantar com meu namorado
e nossos amigos. Queria cuidar melhor das minhas plantas, me dedicar mais aos
estudos do que me interessa. Mas não, não tenho tempo de conciliar tudo.
Trabalhar, acordar cedo, conviver pouco com a família e
viver estressado são quase que virtudes hoje em dia. Se você não estiver
dormindo na condução ou reclamando do congestionamento que você enfrentou para
voltar pra casa você não deve levar a vida a sério, deve ser acomodado e ter
tudo muito fácil. Não suportar esse ritmo louco de deveres extensos e tempo
curto é frescura. Você não tem o direito de se sentir esmagado pelo mundo e ser
contra isso, de gritar por uma pausa, de surtar um pouco. Isso é fraqueza,
gente que não aguenta o tranco da vida de verdade.
Mas o que é a vida, na verdade? Se eu realmente, lá no
fundo, acreditasse que ela se resume apenas a esse trabalhar-estudar-descansar
pouco-trabalhar-estudar eu já teria me matado. Sim, pois isso é deprimente. É
claro que não estou dizendo que devemos viver sem uma ocupação que nos garanta
o sustento ou sem os estudos. O trabalho é importante e é até mesmo um dever,
porém ele é um meio, não um fim. O que
vale mesmo nessa vida é o que teremos depois dela. Mas para chegar lá, temos de
driblar todo esse materialismo que inunda nossos corações, resultado da ética
protestante calvinista, do marxismo e do capitalismo selvagem, e focarmos (sem
trocadilhos, por favor) na eternidade.
Mas por que isso é tão difícil? Por que é tão complicado se
desvencilhar desse ciclo nauseante de correr contra o tempo para fazer um monte
de coisas que, no final, não vão nos levar a lugar algum? O que será que nos
impede de encontrarmos o equilíbrio entre nossos deveres neste mundo e o que
vai nos levar ao Céu? Por que essa angústia e desânimo por um semestre que
ainda nem começou?
Como sou fraca. Por mim mesma apenas, tenho nada.
quinta-feira, 7 de junho de 2012
A Custódia de Belém
Salve Maria!
A Custódia de Belém é um ostensório português de ouro e
esmalte datado de 1506 cuja autoria é atribuída a Gil Vicente. Considerada a
obra-prima da ourivesaria portuguesa, foi encomendada pelo rei D. Manuel I de
Portugal para a Capela Real. D. Manuel deixaria este tesouro em testamento ao
Mosteiro dos Jerónimos em Belém, que fundou e escolheu para seu sepultamento,
juntamente com uma cruz do mesmo ourives, perdida, e a hoje chamada Bíblia dos
Jerónimos. A denominação comum da custódia deriva deste facto. De estilo gótico
tardio, na sua manufatura foram utilizadas 500 moedas de ouro trazidas por
Vasco da Gama no regresso da sua segunda viagem à Índia em 1503, enviadas como
tributo pelo régulo de Quíloa (atual Kilwa Kisiwani, na Tanzânia), que assim
reconhecia vassalagem ao rei de Portugal. Desde 1925 a Custódia de Belém está
exposta no Museu Nacional de Arte Antiga, em Lisboa.
Os esmaltes abundantes são um dos elementos que conferem uma
beleza especial à Custódia de Belém. A sua aplicação em ronde-bosse nas imagens
é de um virtuosismo raríssimo, só observável nos melhores exemplos desta arte. A peça é rematada pela Cruz. Abaixo está Deus Pai, sentado
num trono, coroado e vestindo pluvial. Numa mão segura o globo e com a outra
faz o gesto da benção. Era rodeado por seis pequenas imagens de que só restam
três profetas. Sobre o viril pende uma pomba, símbolo do Divino Espírito Santo.
No centro, rodeando o viril de cristal onde era exibida a hóstia consagrada
presa numa lúnula, estão as figuras adorantes dos Doze Apóstolos, todas
diferenciadas. Uma Anunciação está representada entre os dois pilares da
custódia, povoados de anjos músicos. A empresa de D. Manuel I, a esfera
armilar, repete-se seis vezes em torno da haste. Na base encontram-se seis
cartelas com animais e flores. Na ilharga lê-se a seguinte inscrição:
O. MVITO. ALTO. PRI(N)CIPE. E. PODEROSO. SE(N)HOR. REI. DÕ.
MANVEL.I. A. MANDOV.FAZER. DO OVRO. I.DAS.PARIAS. DE. QVILOA. AQVABOV.
E.CCCCCVI
(O muito alto príncipe e poderoso senhor rei D. Manuel I a
mandou fazer do ouro das párias de Quíloa. Acabou em 1506.)
A Custódia de Belém
foi tomada como saque pelas tropas francesas durante a Guerra Peninsular, sendo
levada para França, sendo devolvida após o termo da guerra. Consta que foi
enviada para a Casa da Moeda, aparentemente para fusão, destino do qual foi
resgatada pela intervenção de D. Fernando de Saxe-Coburgo-Gotha, rei consorte
de Portugal pelo seu casamento com a rainha D. Maria II de Portugal.
Retirado de (com alterações): http://pt.wikipedia.org/wiki/Cust%C3%B3dia_de_Bel%C3%A9m
Tal como Jesus
no útero da Virgem, também o corpo de Cristo na hóstia foi preparado por
mistério divino e, assim como esteve guardado no útero de sua mãe, assim o seu
Corpo - na hóstia, estará guardada no viril, onde se encontra protegida pela
imagem da Virgem da Anunciação, do Anjo Gabriel e coberta pela pomba do
Espírito Santo na Custódia de Belém, o Sacrário da Virgem.
Assim como
Cristo se rodeou pelos seus Apóstolos, também está a hóstia na Custódia, cercada
pelas imagens dos Apóstolos, pela Virgem, pelo Arcanjo Gabriel, pelos profetas e
por toda a hierarquia angélica. Assim como Cristo crucificado é dado a Deus Pai
em sacrifício, também a hóstia após a consagração é depositada na Custódia e entregue
a Deus Pai Todo Poderoso, que é representado com o mundo em suas mãos, reinando
sobre tudo e todos, ocupando o lugar mais alto na Custódia. E nesta a Virgem
tem um lugar de destaque: o Sacrário Virginal.
Retirado de (com alterações): http://www.gilvicente.eu/obras/custodia.html.
"Ecce Agnus Dei, ecce qui tollit peccata mundi!"
(Eis o Cordeiro de Deus, eis aquele que tira os pecados do mundo!)
![]() |
| Agnus Dei (F. de Zurbarán) |
domingo, 3 de junho de 2012
Outono/Inverno: 3 vestidos
Vestido listrado
Vestido Estampado
Vestido Liso
Para se proteger bem do frio, não se esqueça de usar meias. A fio 80 é ideal para os dias bem gelados.
Salve Maria!
quinta-feira, 31 de maio de 2012
Milagres Eucarísticos: O milagre de Guadalupe, Espanha
![]() |
| A Missa do Padre Cabañuelas (F. de Zurbarán) |
Hoje em dia, no Santuário de Guadalupe da província espanhola de Toledo, ainda é possível admirar as preciosas relíquias do corporal e a pala ensanguentada que foram utilizados durante a Missa milagrosa pelo Venerável Padre Pedro Cabañuelas.
Durante um período, ele foi duramente tentado sobre a realidade da transubstanciação, mas em 1420 todas as suas dúvidas foram dissipadas. Enquanto celebrava a Santa Missa, no momento da consagração viu uma densa nuvem que impedia a visibilidade e baixava do alto para pousar finalmente sobre o altar. Então, o Padre Pedro suplicou ao Senhor que suas dúvidas foram dissipadas. Lentamente, a nuvem começou a desvanecer-se e se apresentou uma visão. A Hóstia se encontrava suspendida sobre o cálice e dela brotavam grandes gotas de sangue que preencheram rapidamente o cálice até o ponto de se derramar sobre o corporal e a pala.
Então, o sacerdote escutou uma voz que dizia: "conclui a Santa Missa e não revela por ora a ninguém o que hás visto". Mas o milagre foi divulgado pouco depois pelos religiosos presentes. Assim a notícia se difundiu por toda Espanha até chegar aos ouvidos do rei de Castela, Dom João II, e da rainha, Dona Maria de Aragão, os quais se converteram em grandes devotos do milagre. Isso é demonstrado pelo o pedido de serem sepultados perto do corpo do Venerável Padre Pedro Cabañuelas.
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sexta-feira, 25 de maio de 2012
Para fazer agora: Panada
O prato é simples, uma espécie de sopa bem encorpada feita com "pão velho", ovos, alho e queijo ralado. Pelos ingredientes, já se percebe que a origem da Panada é humilde, porém ela é muito nutritiva, além de deliciosa. Eu comi muito disso quando usava aparelho e tinha dores terríveis nos dentes e nos ossos da mandíbula. Já que não conseguia mastigar nada, a Panada era uma opção excelente para me manter em pé, pois ela é bem "molinha".
A aparência dela lembra mais a de uma papa de criança do que a de uma sopa, já que ela não deve ficar aguada: deve-se secar toda a água. Na verdade, ela não é muito bonita, confesso, mas é gostosa! Passo para vocês a receita que faço. Meio no "olhômetro", porque como é uma receita que utiliza sobras, as quantias nunca são exatas. Mas com a prática a gente se acostuma com as quantias e proporções.
Aproveite também para saboreá-la nas sextas-feiras, dias de abstinência de carne. Na Panada os ovos são a proteína, ao invés da carne.
Ingredientes:
- óleo
- 2 dentes de alho (Eu amo este ingrediente, por isso coloco dois dentes.Mas fica à sua escolha!)
- 1/2 canecão com água fervente
- sal à gosto
- 4 pães amanhecidos cortados em fatias grossas (O famoso "pão velho". Mas cuidado, veja se ele não está embolorado!)
- 3 ovos
- queijo ralado à gosto
Preparo:
Em uma panela, frite o alho espremido em um pouco de óleo, até dourar. Depois, acrescente um pouco da água fervente e o sal, mas cuidado para não exagerar, porque na receita também vai queijo ralado, que é bem salgado. Coloque os pedaços de pão velho na água e vá mexendo, até os pães irem amolecendo. Se faltar água, coloque um pouco mais. Se sobrar água, coloque mais pão. Sim, é tudo no "olhômetro" mesmo!
Antes dos pães amolecerem por completo, acrescente os ovos inteiros.
Continue mexendo a mistura. Após o cozimento dos ovos (os pedacinhos de clara estarão branquinhos), desligue o fogo e salpique por cima queijo ralado. Eu adoro queijo, então sou bem generosa nessa parte... Misture e tampe a panela, deixando o calor que restou derreter o queijo. Sirva em seguida.
Antes dos pães amolecerem por completo, acrescente os ovos inteiros.
Continue mexendo a mistura. Após o cozimento dos ovos (os pedacinhos de clara estarão branquinhos), desligue o fogo e salpique por cima queijo ralado. Eu adoro queijo, então sou bem generosa nessa parte... Misture e tampe a panela, deixando o calor que restou derreter o queijo. Sirva em seguida.
Salve Maria!
quarta-feira, 16 de maio de 2012
Pressa Juvenil
Sinto-me como se estivesse com minha "matrícula na vida" amarrada. Sabe, quando você precisa concluir uma matéria para só depois de concluída você possa se matricular em outra, caso contrário, você acaba travando seu curso? É exatamente isso que ocorre comigo, mas em proporções muito maiores do que as acadêmicas. Como é difícil esperar, ter paciência. E meu sangue italiano nesse quesito não me ajuda nem um pouco... Mas sei que é preciso. Afinal, o que posso fazer além do possível? O impossível está nas mãos de Deus.
Talvez isso seja orgulho nosso. Sim, queremos controlar tudo, sermos donos de nossos próprios narizes e fazer tudo no nosso jeito, quando e como queremos. Por nós mesmos. Às vezes isso nem é consciente, mas impulsionado por esse ritmo maluco de vida que tanto critico e no qual nunca vou me encaixar. Mas como saber o que é melhor para nós se não nos conhecemos nem a nós mesmos direito? Não temos como prever o futuro e saber as consequências exatas de nossas escolhas, todas as mudanças, boas e ruins, que aconteceriam em nossa vida. O que fazer então?
Bem, para saber o que fazer, em primeiro lugar, deve-se saber o que não fazer. Não podemos confiar em nós mesmos. Não, não somos tão inteligentes e infalíveis para isso. Esqueça aquelas frases motivacionais vazias do tipo "Você consegue, confie em você!" ou "Ouça seu coração, você sabe o que é melhor." Mas a verdade é que não, você não sabe. Nós não sabemos o que é melhor para nós porque somos limitados, nossas vontades são desordenadas, tendemos ao vício naturalmente. Logo quando crianças, bem pequenos mesmo, até sem saber falar, quando começamos fazer nossas pequenas estripulias e somos chamados à atenção por nossos pais, mesmo sem entender o que estamos fazendo, ficamos testando a tolerância deles. Como uma criança que fica tocando o forno e a mãe diz um "Não!" bem enfático. Sabemos que o ato que realizamos é algo ruim, pois fomos reprovados, mas queremos continuar para ver o que vai acontecer se nós decidirmos por nós mesmos, se seguirmos a nossa vontade.
Se não podemos confiar em nós, em quem confiar? A resposta é óbvia, mas às vezes fazemos questão de esquecê-la, assim como a criança que busca testar a paciência do pai. Confiemos em nosso Criador, pois apenas Ele conhece nossos corações, nossas reais necessidades e o melhor para nossa alma. (Eu disse alma, não na vida terrena. Porque se você é daqueles que pensa que Deus lhe dará tudo o que você pedir na vida sensível, material, você realmente não tem ideia do que nós estamos fazendo aqui neste mundo e deve ler um bom catecismo...).
Se abandonar na vontade de Deus não é fácil, pois ainda mais com o pensamento do mundo moderno, somos muito apegados a nós mesmos, aos prazeres e confortos meramente sensíveis. Mas que loucura! Como pensar tanto nos gozos terrenos e se esquecer dos gozos da eternidade, que serão infinitamente maiores, simplesmente porque veremos ao próprio Deus, o Sumo Bem?
| Waiting by the window - por Carl Holsoe |
Sim, preciso acordar do meu delírio cheio de sonhos deste mundo, pois talvez ainda não seja o melhor momento para que eles se tornem realidade. Talvez esses sonhos não sejam o melhor para mim. Talvez simplesmente eu deva ser forçada a esperar para aprender a ter paciência e a me submeter, justamente, Àquele que tem o direito a isso.
“Assim diz o SENHOR: Maldito o homem que confia no homem, e faz da carne o seu braço, e aparta o seu coração do SENHOR!” (Jeremias 17:5)
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